A escola é o nosso primeiro contato com a sociedade, com o mundo. Lá, saímos, nem que seja por pouco tempo, do olhar atento dos pais, para, pela primeira vez, começar a enfrentar os problemas por nós mesmos. Este período de novidades e aprendizado nem sempre é tranquilo. De cara vemos a pior face da sociedade e o convívio social nos é empurrado goela abaixo. Alguns se dão bem, outros vão aprendendo, a maioria, por fim, acaba se adaptando à própria sociedade, nem que seja na marra. Outros porém não tem a mesma sorte e acabam desenvolvendo traumas e sentimentos que terminam por levar o sujeito para o lado ruim da força, fazendo deste cidadão um ladrão, um corrupto ou um assassino.
Na escola, uma sociedade em miniatura, somos apresentados às regras do jogo, quer queira, quer não; e à partir daí, como vamos reagir, só Deus sabe. Valores como status, popularidade, riqueza e beleza, que até então não eram importantes, passam a fazer toda a diferença.
Todas as escolas tem os mais bonitos, os mais ricos e os mais populares que podem ser aquele cara extremamente engraçado, o extremamente inteligente, o extremamente gente boa ou até o extremamente maligno (como em algum caso onde um bad boy mande na praça e ganhe respeito por isso). Mas as escolas também escondem o outro lado, aqueles que não são tão bonitos, nem ricos, nem engraçados, nem inteligentes, nem gente boa, nem ruim. Ele é só ele. Pior que isso são os que tem algum problema específico como uma deficiência física, timidez exagerada ou qualquer problema que justificasse uma zombaria.
Na escola, onde os valores de uma sociedade justa deveriam ser ensinados, ensina-se a pensar egoistamente, a ser o melhor, a competir e, de quebra, dar uma zoada e esnobada na cara daquele que é diferente. Um segundo de gozação ou uma piada infeliz podem sangrar a personalidade de uma pessoa e mudar a sua vida para sempre.
Um fator em comum nestas chacinas em escolas (nos Estados Unidos e agora na Alemanha) é que os infratores eram pessoas marginalizadas. Muitas vezes tidos como esquisitões. Provavelmente motivo de muita chacota e humilhação aonde lá no fundo um ódio ia se escondendo e solidificando.
Uma medida que sempre é tomada nestes casos é dificultar o acesso às armas. Pode ser o pai escondendo melhor dentro de casa ou o governo complicando a posse. Tirar as armas é como tapar o sol com a peneira. Vai resolver? Amenizar? Ou vai apenas incentivar a criatividade de quem tem algo a dizer?
domingo, 14 de fevereiro de 2010
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